04 – Dia da Abreugrafia. Data instituída pelo Decreto nº 42.984/1958
20 – Dia Nacional do Farmacêutico. Data instituída pela Lei nº 12.338/2010
20 – Dia Nacional da Parteira Tradicional. Data instituída pela Lei nº 13.100/2015
Último domingo do mês – Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase. Data instituída pela Lei nº 12.135/2009 e Dia Mundial Contra a Hanseníase
30 – Dia da Não Violência
Preservar a saúde mental no trabalho é um tema que precisa ser compreendido de maneira profunda por gestores e colaboradores. Passamos muito tempo envolvidos no trabalho e, os conflitos e desgastes gerados nesse ambiente, quando não observados adequadamente, acabam afetando nosso aspecto psicológico. Justamente para cuidar dessa questão é que foi criada a campanha Janeiro Branco.
Basicamente, o Janeiro Branco é uma forma de dar atenção à saúde psicológica dos colaboradores, gestores e lideranças dentro da organização. Após a pandemia, esses problemas ficaram ainda mais evidentes, sendo necessário lidar com as dificuldades psicológicas dos colaboradores na prática.
Essa iniciativa foi criada pelo psicólogo mineiro Leandro Abrahão, em conjunto com um grupo de psicólogos de Uberlândia (MG), em 2014. Nesse sentido, o Janeiro Branco tem como principais objetivos:
Chamar a atenção para o tema de saúde mental individual e coletiva dos indivíduos;
Mas, por que a campanha é celebrada no mês de janeiro? Justamente porque é no começo do ano que as pessoas estão mais engajadas em mudar comportamentos, traçar metas e refletir sobre o que passaram na vida.
Portanto, a intenção é cuidar da parte psicológica em janeiro para estar bem todos os outros meses do ano.
Assim como o Outubro Rosa e o Novembro Azul estimulam os cuidados com a saúde do homem e da mulher, o Janeiro Branco chama a atenção para a saúde mental. Mas, por quê ainda existe tanto preconceito em reconhecer e procurar ajuda psicológica?
Por muito tempo, as dores emocionais eram vistas pela sociedade como algo irrelevante. De certa maneira, a crença de que não saber lidar com emoções conflituosas pode ser “frescura” ou sinal de fraqueza, ainda existe no imaginário de muita gente.
Porém, nos últimos tempos, a discussão sobre a temática tem ganhado muita relevância, especialmente com o auxílio da internet. Assim, grande parte das pessoas passaram a de fato procurar ajuda e esse preconceito está diminuindo.
Dessa forma, as pessoas passaram a entender que as emoções positivas e negativas caminham conosco no dia a dia. Portanto, identificar a emoção e o pensamento que levam uma pessoa a se sentir ansiosa, depressiva, ou estressada no trabalho, é um passo importante em direção à cura.
A rotina de trabalho exaustiva e a falta de orientação e preparo dos gestores, acabam reforçando essas questões psicológicas dentro das organizações.
Portanto, ter gestores preparados para compartilharem conhecimento sobre o tema e serem empáticos sobre a situação mental dos colaboradores é um passo importante em direção ao sucesso.
Desde 2020, quando o coronavírus impactou a vida dos brasileiros, várias consequências surgiram na parte física, psicológica e econômica das pessoas. A necessidade de se isolar e proteger o tempo inteiro gerou uma carga emocional negativa nas pessoas.
Com a economia instável e o sistema de saúde entrando em colapso, os problemas psicológicos ficaram em evidência. As incertezas com relação ao futuro, o medo de se contaminar e infectar alguém da família tornaram-se problemas psicológicos recorrentes.
Alguns dos pensamentos e sentimentos que rondam a cabeça das pessoas nesses tempos difíceis são:
Em uma pesquisa divulgada pelo Laboratório Pfizer e da Agência Brasil, alguns dados importantes acerca da situação mental das pessoas na pandemia foram expostos:
A pesquisa foi feita pela IPEC — Inteligência em Pesquisa e Consultoria em São Paulo Capital, Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ), totalizando 2 mil pessoas ouvidas.
Como estamos falando sobre a pandemia e a realidade das organizações, é necessário citar alguns sintomas que acusam o sofrimento mental de um colaborador.
O dia a dia das organizações pode ser cansativo, cheio de conflitos e questões para se resolver, onde as pessoas passam de seis a oito horas trabalhando juntas. Assim, a falta de preparo para lidar com o estresse no trabalho e os problemas psicológicos acabam ficando evidentes.
Nesse momento, o gestor ou líder da equipe de RH deve observar o comportamento dos colaboradores e identificar os problemas, tais como:
A seguir, vamos discutir sobre como o assunto pode ser tratado nas organizações, não só durante o Janeiro Branco, mas também durante todo o ano.
Porque os colaboradores precisam enxergar a organização como uma parceira da sua saúde mental. As organizações precisam agir como uma base forte com a qual os trabalhadores podem contar sem se sentirem desprezados ou isolados caso tenham algum desconforto psicológico.
Não basta apenas falar e promover o tema na organização, é preciso também instituir políticas e práticas que reforcem a importância do assunto. A longo prazo, os resultados positivos começam a aparecer. Algumas mudanças podem acontecer, como:
De acordo com uma outra pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz e divulgada pela Agência Brasil, a pandemia do coronavírus contribuiu para o aumento dos casos de ansiedade e depressão. Os dados mais relevantes do estudo mostraram o impacto direto nas organizações:
Ou seja: as questões de saúde mental já eram uma realidade preocupante e acentuaram-se ainda mais com a pandemia. Diante desses fatos, podemos ter uma ideia de como o bem-estar psicológico precisa ser levado a sério e tratado de maneira adequada no ambiente de trabalho.
Agora que sabemos da importância da campanha do Janeiro Branco nas organizações, é hora de falarmos sobre as medidas para que elas funcionem na prática. Os colaboradores precisam de ajuda psicológica, assim como os gestores de RH — a saúde mental é para todos!
Após analisar a necessidade e a realidade da organização com relação ao tema saúde mental, é hora de compilar tudo isso em um programa. A ideia é criar uma rede de apoio psicológico para enfrentar as situações de estresse e pressão no trabalho.
A realização de eventos abertos para a participação tanto dos colaboradores como de seus familiares, fazem toda a diferença na interação e conexão entre as pessoas.
Pode-se aproveitar o dia dos pais, das mães, das crianças e do próprio Janeiro Branco para melhorar a comunicação, empatia e o bem-estar no trabalho. Isso abre portas para que o colaborador peça ajuda quando não se sentir bem mentalmente.
Imagine um ambiente onde todos têm a liberdade de procurar ajuda, chamar um profissional específico para conversar e assim manter a saúde mental em dia? As boas práticas que citamos aqui podem ser adaptadas à realidade do seu RH.
Em grandes organizações, a presença de psicólogos já é algo comum. Mas, em organizações menores essa realidade é diferente. Fazer parcerias com psicólogos ou mesmo oferecer sessões de psicoterapias com desconto aos colaboradores, são ótimas iniciativas para promover a saúde mental.
Os gestores devem primeiramente ouvir os seus colaboradores e saber qual é o tipo de interação que eles gostariam de ter na organização. Para muitos, um happy hour na sexta-feira depois do trabalho é uma boa ideia.
Já outros preferem um café da tarde elaborado no meio da semana, ter espaço para relaxar e sair um pouco da rotina. Nesse sentido, quem trabalha no setor de vendas tem a oportunidade de conversar espontaneamente com alguém do atendimento ou do próprio RH.
O ambiente contribui para o aumento ou diminuição da produtividade. No caso da campanha Janeiro Branco, é possível criar uma decoração temática no local propício para chamar a atenção positiva da equipe. Aqui vão algumas sugestões:
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